Dor pélvica Crônica

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A dor pélvica crônica é um problema comum. Afeta aproximadamente 1 em 7 mulheres e também pode afetar homens. A dor pélvica crônica é uma dor crônica ou persistente percebida em estruturas relacionadas à pelve (baixo ventre) desde a parte baixa do abdômen até a raiz da coxa na região anterior e glúteos posterior desde o quadril até a coxa em homens ou mulheres que é frequentemente associada com sintomas comportamentais, sexuais e consequências emocionais, bem como queixas relacionadas de doenças do trato urinário inferior, intestino, assoalho pélvico ou disfunção ginecológica.

A história do paciente é muito importante nos casos de dor pélvica crônica. Devido à causa complexa, frequentemente associada a outros problemas, é necessária uma abordagem geral que englobe avaliação física e psico-emocional. A revisão detalhada dos sistemas reprodutivos, gastrointestinais, musculoesqueléticos, urológicos, neurológico e neuropsiquiátricos ajuda no diagnóstico e compreensão da dor pélvica crônica.

A dor pélvica crônica pode gerar grande incapacidade, alterações de humor e piora da qualidade de vida. Apesar da sua alta prevalência e efeitos negativos, pouco se sabe sobre as causas e o que leva a persistência da dor pélvica crônica.

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As associações para o estudo da dor pélvica crônica reforçam a necessidade que existe atualmente dos profissionais da saúde acreditarem na dor do paciente, do paciente ser ouvido durante a consulta, do paciente receber o suporte de uma equipe multiprofissional e do paciente assumir a responsabilidade para um tratamento conjunto e em direção a saúde, ou seja, no modo de tomada de decisão compartilhada.

Dores na pelve podem apresentar vários componentes de dor: nociceptivo, visceral, inflamatório, neuropático, sensibilização central, miofascial (muscular), entre outros.

É importante diagnosticar quais componentes estão presentes em cada paciente para realizar o tratamento de cada um deles (são tratamentos diferentes para cada componente), e para que o paciente fique satisfeito com o tratamento de visão ampla da dor.

 

Componente neuropático e sensibilização central

Estudos mostraram que a dor pélvica crônica envolve mudanças não apenas no sistema nervoso periférico, mas também no sistema nervoso central.

Um modelo estudado para o desenvolvimento de síndromes de dor crônica descreve que após uma lesão funcional inicial, ou seja, doenças ou lesões na pelve, (lesões de endometriose, adenomiose, infecção pélvica, cisto de ovário, pós-cirurgia na pelve – histerectomia), devido a alguns fatores genéticos ou ambientais, a inflamação nessa região, pode induzir a mudanças auto-perpetuantes nos sistemas nervosos periférico e central que se traduzem em alterações de dores crônicas (sensibilização periférica e central).

 

Componente miofascial (muscular)

A musculatura trabalha em conjunto com o sistema nervoso. Quando ocorrem lesões das estruturas da pelve, a musculatura reage com contraturas e fraquezas dos músculos da região pélvica e ao redor. Esse desequilíbrio da musculatura é mais um fator gerador de dor, perpetuação e cronificação das dores. Vale lembrar que cirurgia não resolve alterações da musculatura. Os músculos precisam ser recondicionados para voltarem a trabalhar adequadamente.

São possíveis causas musculares de dor pélvica: Síndrome dolorosa miofascial em abdômen,

Coccigodínea, Lombalgia e a Síndrome do Piriforme.

 

A correlação entre a gravidade dos sintomas e a carga da doença e os mecanismos biológicos  pelos quais a dor surge ainda são pouco compreendidos. Quantidade de doença ou lesão não tem relação com quantidade de dor.

Entre em contato com a Dra. Irina Raicher (Neurologista) e o Dr. Diego Toledo (Fisiatra) do Espaço Sinestesia e agende a sua consulta

Autoria:

Dra. Irina Raicher CRM – SP 129.272

Dr. Diego Toledo CRM – SP 118.173

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