Dor Pélvica: o que é e como tratar

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Sabe aquela dor no ‘pé da barriga’ que incomoda, dói e pode até atrapalhar o seu dia a dia? Você pode estar com dor pélvica aguda ou crônica e não sabe disso.

Antes de falarmos da dor pélvica, vamos falar sobre a dor aguda que acontece quando você machuca o seu corpo, o cérebro é informado e cria emoções em nós. Essa dor funciona como uma defesa para evitar que você se machuque ainda mais. Nestas situações o mecanismo de alerta de dor para o cérebro funciona bem.

 

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A causa da dor pélvica pode ter diversos fatores (endometriose, miomas, adenomiose, cicatrizes por inflamações das trompas, tumores pélvicos, cólica menstrual, possibilidade de gravidez, infecções, doenças sexualmente transmissíveis, doenças da coluna, compressão de nervos como neuralgia do pudendo, etc.) e corresponde a uma em cada três queixas nos consultórios médicos. Ela pode ser parecida com uma cólica, ferroada, fisgada ou queimação. A dor pode ser passageira como pode ser intermitente, gradativa ou durar um mês ou mais.

Procure um especialista

O primeiro passo é obter assistência para diagnosticar se há causa para a dor que você está sentindo. Procure um especialista ginecologista, gastroenterologista ou urologista.

Dor crônica

Para a maioria das pessoas, quando a lesão é curada, a dor vai embora também. Mas, para algumas, o processo que “desliga” a dor falha. Os nervos de dor continuam disparando, ou os mecanismos que informam a dor para o cérebro não “desligam”. Isto é chamado de sensibilização. A sensibilização está presente na maioria das pessoas com dor em longo prazo, muitas vezes chamada de dor crônica.

Quem é mais atingido?

A dor pélvica atinge homens também, mas, é mais frequente nas mulheres. Caso não seja tratada adequadamente, pode trazer consequências para a qualidade de vida, e o paciente pode apresentar sintomas depressivos, inclusive.

Mas o que é a pelve?

A pelve, popularmente conhecida como “bacia”, é localizada na região inferior do abdômen. No caso das mulheres, é o local onde está a bexiga, útero, ovários, trompas, e, fora da parte ginecológica, os intestinos, os ossos, músculos,  partes da coluna lombar e a parte urinária.

Sintomas da dor pélvica:

Nas mulheres, os sintomas mais comuns são: cólica menstrual, cólica na ovulação, sangramentos (escuros e em pequenas quantidades), desconforto pélvico, dor no ato sexual e alteração intestinal. Já entre os homens, os principais sintomas são: dores no intestino, dores causadas por doenças do sistema urinário, dores na próstata e nos testículos.

Você sabia?

A vida corrida em que vivemos contribui para o surgimento da dor pélvica. A falta de ingestão de líquidos, de fibras e de atividades físicas regulares faz com que o intestino perca o tônus (a tensão de contração natural dos músculos corporais) e, deste modo, acabam gerando alterações no intestino e dores no “pé da barriga”.

Dor pélvica crônica:

Quando as dores na região pélvica, mesmo que não aconteçam todos os dias, persistem por meses, passa-se a ser considerada como dor pélvica crônica, impactando no bem-estar do indivíduo. Se você sofre de dor crônica, você não está sozinho. Muitas pessoas com dores em longo prazo não se sentem acreditadas, e ficam presas em um ciclo de sofrimento sem fim. A dor crônica é muito diferente da aguda. Você pode ter de lidar com ela por toda a vida.

Os efeitos da dor crônica podem ser fortes, se tornando o foco do seu universo, causando perda de sono, sugando suas emoções e atrapalhando seu dia a dia. Todos gostamos de pensar que os médicos podem encontrar a causa da dor, curá-la, e tudo retornará ao normal. Infelizmente, em muitas situações, as causas da dor não podem ser curadas.

Mas, a boa notícia é que, frequentemente, a dor crônica e a sensibilização, podem ser controladas.

Então, o que pode ser feito?

Mudar de direção traz esperança, mudar o foco, administre a dor de uma perspectiva ampla e ativa. Todos podem se beneficiar ao fazer a ligação entre mente e corpo.

  • Avaliar impactos emocionais no percurso da dor, tratar cedo a depressão ou ansiedade é crucial para reduzir a dor com o tempo.
  • As pessoas também dizem que se sentem isoladas, reconectar-se com a vida faz uma grande diferença. Encontrar novos propósitos e apoio contínuo positivo beneficia o processo de recuperação.
  • Dormir, descansar e hábitos de atividade física regulares causam impactos consideráveis. Com o tempo, a confiança aumenta. E acreditar que os ritmos e limites do corpo podem mudar traz uma sensação renovada de bem-estar.
  • Por último, uma boa alimentação não pode ser ignorada, aperfeiçoar a dieta com alimentos naturais permite que as bactérias intestinais saudáveis se desenvolvam trazendo menos inflamação e dor.

Estas descobertas têm mudado o entendimento mundial sobre como tratar melhor a dor. Novas ideias têm revolucionado o cuidado e o pensamento sobre a dor. O foco está mais na pessoa como um todo e menos nas estruturas corporais.

A dor persistente pode mudar!

Diminuir a dor começa ao saber sobre ela ( a educação em dor é muito importante)

Ajudando a controlar sua dor ao invés dela controlar você.

Tratamento:

O médico irá diagnosticar e traçar um plano de controle da dor para cada paciente de maneira única e, dependendo do caso, deve ser sugerido um tratamento multidisciplinar com profissionais de várias especialidades, entre elas: neurologia, ginecologia, gastroenterologia, ortopedia, urologia, proctologia, fisiatria, fisioterapia, psicologia, especialista em coluna, neurocirurgião. A dor pélvica crônica pode ser tratada com medicação, medicina de meios físicos (fisioterapia), psicologia e em casos mais críticos, com cirurgia.

Não deixe pra lá:

Caso a sua dor impeça que você tenha um dia a dia normal, é recomendado acompanhamento médico. Não deixe pra lá nem desista de cuidar da sua saúde: procure um médico para um diagnóstico e, assim, comece o tratamento mais adequado para o seu problema.

Autoria: 
Dra. Irina Raicher CRMSP 129272
Dr. Tomyo Arazawa CRMSP 120351
Eduardo Lam jornalista registro 29349/RJ.

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