Decisões compartilhadas

O nosso corpo fala. E não é só pela boca. Quando algo não está bem surge a tão falada dor “disso”, dor “daquilo”. De acordo com dados da  Sociedade Brasileira para Estudos da Dor (SBED), quatro em cada dez brasileiros afirmam sofrer de algum tipo de dor crônica, aquela dor que dura mais de três meses. Ela pode acontecer na cabeça, na coluna ou em vários outros locais do corpo.

Após a avaliação e o diagnóstico, o quadro ideal seria a intervenção e recuperação total dos pacientes, mas muitas vezes, a dor não passa por completo e o melhor a fazer é a busca de tratamentos para amenizar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e promover a reintegração social do doente.

 

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Tratamento

 

Tratamentos interdisciplinares como, por exemplo, exercícios físicos, fisioterapias ou reeducação postural são bons métodos para promover a recuperação da autoconfiança do indivíduo, assim como estimular atividades diárias no lar e no trabalho, e eliminar o medo de que novas lesões possam instalar-se.

Para um tratamento de maior sucesso, é essencial um diagnóstico preciso e este depende dos resultados das avaliações obtidas por meio da consulta médica, exame físico, exames complementares e avaliação psicológica. Aliado a esses procedimentos, envolver o enfermo nas tomadas de decisões clínicas é extremamente importante, dando opções de tratamentos que melhor se adequem ao organismo, à vida e ao dia a dia do paciente. Desta forma, teremos uma “aderência” maior da proposta de ação e assim se consegue uma relação de empatia e união de forças entre médico e paciente. Certamente os resultados serão melhores dessa forma.

Lembre-se que a decisão compartilhada de tratamento é uma via de mão dupla entre o médico e o paciente. Nunca o enfermo deve se automedicar sem um acompanhamento de um profissional médico. Se envolva, participe e tire sempre as suas dúvidas, inseguranças ou insatisfações.

 

Texto de autoria de: Irina Raicher CRMSP 129272 e Eduardo Lam jornalista registro 29349/RJ.

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