Conheça a doença que pode causar perda da sensibilidade

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O que é neuropatia periférica?

As neuropatias periféricas costumam causar perda de sensibilidade. Trata-se de uma patologia localizada nos chamados “nervos periféricos” —  responsáveis por enviar informações referentes aos estímulos recebidos do meio externo para a medula e cérebro e vice-versa.

Nessa situação, os nervos não conseguem enviar informações relacionadas com as modalidades de sensações de dor, frio, calor, tato, vibração e etc., o que tornam determinadas partes do corpo insensíveis, a alguma modalidade ou mais de uma modalidade.

 

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Quais as doenças que  podem levar à perda da sensibilidade?

Apesar de ter um espectro bastante considerável, as causas mais comuns da neuropatia periférica (com perda de sensibilidade) são:

Intolerância a glicose; doenças crônicas (diabetes, insuficiência renal, alcoolismo, HIV, hipotireoidismo, hanseníase, dermatites e etc.); o uso de determinadas medicações (estatinas, quimioterápicos.); deficiência de vitaminas; intoxicação por substâncias químicas (mercúrio, chumbo, pesticidas, agrotóxicos, entre outros); doenças autoimunes (lupus, Sjögren), entre outras afecções.

Essas causas são identificadas de acordo com o diagnóstico clínico, histórico do paciente, análise da região afetada, entre vários outros exames complementares, que procuram elucidar a causa da neuropatia.

Tratamento

Além da perda de modalidades da sensibilidade, é muito comum que o paciente se queixe de formigamento, dormência, sensação de queimação ou ardência e até dificuldades para erguer objetos. Em alguns casos, até mesmo um simples toque na pele é suficiente para causar dor ou desconforto.

Todos esses sintomas (acompanhados da sua evolução) devem ser analisados, caso a caso, para que se possa garantir um tratamento verdadeiramente eficaz.

Também será necessário cuidar do problema que está por trás da lesão, como os casos de diabetes mellitus,  insuficiência renal, alcoolismo, HIV, hipotireoidismo, hanseníase, dermatites, entre outras afecções que devem, necessariamente, ser diagnosticadas precocemente.

Por fim, como forma de tratamento, o profissional poderá optar por medicamentos, formulações de medicações tópicas, medicina de meios físicos, órteses — sempre de acordo com cada caso.

Prevenção

A prevenção, como nos demais transtornos que podem acometer um indivíduo, é o melhor remédio contra as consequências da neuropatia periférica.

Ela envolve os cuidados com pacientes diabéticos, especialmente o controle dos níveis glicêmicos. A inspeção frequente da sensibilidade dos pés e das mãos.

Completam-se os cuidados com o diagnóstico diferencial com doenças que causam neuropatias e uma bateria de exames de sangue e urina.

Além disso, é necessário orientar o paciente sobre a importância de uma boa alimentação, sobre os riscos da automedicação, a necessidade de realizar exames periódicos para a detecção precoce de alguma irregularidade, entre outras ações típicas da Medicina Humanizada, que tem como principal característica o tratamento do indivíduo em suas dimensões física, mental, social e espiritual.


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Autoria: 
Dra. Irina Raicher CRMSP 129272

 

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