O que são os Tumores Primários Cerebrais?

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Apesar de não estar entre os tumores com maior incidência entre a população mundial, estima-se que a doença ceife a vida de mais de 260 mil indivíduos todos os anos no mundo.

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) alerta para o fato de que entre os anos de 2018 e 2019 cerca de 11 mil indivíduos serão diagnosticados com tumores cerebrais primários e secundários no país.

Especialmente com relação a esses chamados “tumores primários”, eles podem ser definidos como um crescimento anormal das células originadas no próprio cérebro, e não de outras partes do corpo que se alojaram nessa região (neste caso, metástase).

 

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Alguns dos tipos mais comuns são: meningioma, glioblastoma, astrocitoma, adenoma de hipófise, dentre outros.

Os tumores cerebrais não são exatamente doenças fatais. Os números indicam que a taxa de sobrevida (quantidade de anos que uma pessoa costuma viver após o diagnóstico) em 5 anos para indivíduos com até 45 anos de idade, gira em torno de 70%.

Por não se desenvolver como uma metástase, o diagnóstico precoce de um tumor primário cerebral garante a sobrevivência em até 70% dos casos (em média)

Quais as causas dos tumores primários cerebrais?

Diferentemente do que se imagina, fatores externos, como contato com agrotóxicos, exposição a ondas eletromagnéticas, alimentação, por exemplo, não apresentam qualquer evidência científica quanto à participação no surgimento de tumores cerebrais primários.

Os fatores genéticos têm grande influência no desenvolvimento desse tipo de transtorno, mais especificamente quando há eliminação dos genes supressores tumorais (genes que retardam a divisão celular), desequilíbrio dos hormônios de crescimento, ativação de proto-oncogenes (genes que participam do crescimento das células), aberrações cromossômicas, entre outros fatores.

No entanto, o conhecimento científico sobre essa doença está em constante evolução, o que torna constante a busca sobre as suas verdadeiras causas.

Principais sintomas

Os sintomas dos tumores primários cerebrais, de um modo geral, estão relacionados com:

  • A pressão que eles exercem diretamente nas estruturas cerebrais;
  • A ocorrência de hidrocefalia (acúmulo de líquidos no interior do crânio);
  • A invasão de regiões cerebrais responsáveis por importantes funções  neurológicas, como o controle dos movimentos e da fala.

Os sinais mais evidentes da doença são:

  • Comprometimento da força muscular, com consequente dificuldade para se locomover, além de modificações da personalidade, distúrbios visuais, da linguagem, da perda sensitiva cortical, transtorno do juízo de ordem crítica, incontinência urinária, alucinações olfativas, vertigens, entre outros;
  • Dor de cabeça (Cefaleia), um dos sintomas mais comuns, e que podem ser acompanhadas por náuseas e vômitos;
  • Convulsões, que são os sintomas iniciais em 1/3 dos casos;
  • Alteração do humor e do comportamento;
  • Alteração leve da personalidade;
  • Confusão mental;
  • Além da perda de memória, excesso de sono, irritabilidade, entre outros transtornos amplamente descritos nos manuais de oncologia.

Tratamento

O tratamento dos tumores primários cerebrais começa com a  adequada investigação através de exames complementares a fim de se obter um possível diagnóstico. Hoje em dia, além dos conhecidos critérios como a idade, o  quadro clínico geral e o grau de malignidade do tumor, os testes moleculares auxiliam na adequada caracterização do tumor e escolha do melhor tratamento possível.

Ao final, a equipe multidisciplinar, geralmente composta por neurocirurgião, oncologista e radioterapêuta, indicará a modalidade de tratamento: cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação desses métodos de tratamento. O uso concomitantemente de corticoides e drogas antiepilépticas  é bastante comum e deve ser sempre avaliada caso a caso.

Vale ressaltar a importância de detectar a doença o quanto antes, pois o diagnóstico precoce é muito importante para o sucesso do tratamento.

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Texto de autoria de: Dr. Iuri Neville CRM-SP 142.464

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